10/05/10
01/04/10
07/03/10
Plantas Medicinais - 8ºE
Hortelã-pimenta
A Hortelã-verde e a Hortelã-pimenta são ambas conhecidas por “menta” e, por isso, são vulgarmente confundidas. De facto, ambas pertencem ao género Menta, porém têm sabor e odor totalmente distintos, o que lhes confere particularidades e predispõe a usos bem diferentes.
Ao longo dos tempos tem sido utilizada com sucesso em problemas de indigestão, no tratamento de constipações e catarro.
O óleo essencial é muito apreciado, pois para além do seu particular aroma é anti-séptico e usado para aliviar a comichão e como insecticida.
As mentas são plantas herbáceas vivazes, compreendendo numerosas espécies, das quais muitas são cultivadas visando suas propriedades aromáticas e condimentares, ornamentais ou medicinais.
AUTORES: Nuno (13), Pedro (14) e Rúben (15)
Etiquetas:
PLANTAS MEDICINAIS
Fotossíntese - 8ºE
A fotossíntese inicia a maior parte das cadeias alimentares na Terra. Sem ela, os animais e muitos outros seres heterotróficos seriam incapazes de sobreviver porque a base da sua alimentação estará sempre nas substâncias orgânicas proporcionadas pelas plantas verdes.
A relação da cor verde das plantas com a luz
Aristóteles tinha observado e descrito que as plantas necessitavam de luz solar para adquirir a sua cor verde. Só em 1771, o estudo do processo fotossintético começou a ser observado por Joseph Priestley. Este químico inglês, confinando uma planta numa redoma de cristal comprovou a produção de uma substância que permitia a combustão e que, em certos casos, avivava a chama de um carvão em brasa. No futuro, acabou se descobrindo que a dita substância era um gás, o oxigénio.
AUTORES: Ana (1), Bruno (2) e Catarina (3)
Etiquetas:
FOTOSSÍNTESE
Fotossíntese - 8ºE

Processo a partir do qual os organismos autotróficos fotossintéticos convertem a matéria mineral (matéria-prima inorgânica) em matéria orgânica, utilizando a energia luminosa. Este processo é realizado por plantas, algas, algumas bactérias e cianobactérias.
A fotossíntese inclui a fixação do dióxido de carbono atmosférico, usado na síntese de hidratos de carbono, resultando na libertação de oxigénio.
AUTORES: Rute (16), Sílvia (17), Tânia (18) e Tiago (19)
Etiquetas:
FOTOSSÍNTESE
Fotossíntese - 8ºE

A fotossíntese é o processo através do qual as plantas, seres autotróficos (seres que produzem seu próprio alimento) e alguns outros organismos transformam energia luminosa em energia química processando o dióxido de carbono e outros compostos (CO2), água (H2O) e minerais em compostos orgânicos e produzindo oxigénio gasoso (O2).
A fotossíntese inicia a maior parte das cadeias alimentares na Terra. Sem ela, os animais e muitos outros seres heterotróficos seriam incapazes de sobreviver porque a base da sua alimentação estará sempre nas substâncias orgânicas proporcionadas pelas plantas verdes.
AUTORES: Manuel (10) , Maria (11) e Mário (12)
Etiquetas:
FOTOSSÍNTESE
22/02/10
COMO SE ALIMENTAM AS ÁRVORES?

A Fotossíntese
A água é uma das matérias-primas da fotossíntese. A água entra pelas raízes e atinge todas as partes da planta, chegando às folhas, que são o principal local onde se realiza a fotossíntese.
No ar que respiramos existe um gás muito importante, o dióxido de carbono. Esse gás entra nas plantas pelas folhas. A luz do Sol fornece a energia para a formação da matéria orgânica (açúcar).
Apesar de ser tão importante, a fotossíntese necessita de muito pouco para acontecer: água, dióxido de carbono e luz.
No processo da fotossíntese a planta liberta algumas substâncias de que não necessita, como é o caso do oxigénio. Este gás é fundamental para a respiração dos seres vivos.
O açúcar produzido pela planta é utilizado para produção de energia. Se a planta produzir açúcar em grande quantidade, ela armazenará esse açúcar para uso futuro.
Todos os seres vivos precisam de energia para sobreviver.
A energia é retirada dos alimentos.
Os animais obtêm o seu alimento comendo plantas e outros animais.
As plantas não comem mas produzem o seu próprio alimento (açúcar) através do processo da fotossíntese.
No processo da fotossíntese, a planta absorve a luz do Sol, que fornece a energia necessária para a transformação da água e do dióxido de carbono em açúcar.
Durante a realização da fotossíntese a planta elimina oxigénio para a atmosfera.
Etiquetas:
FOTOSSÍNTESE
Plantas na alimentação
Uma forma de Utilizar as ervas aromáticas e as plantas medicinais em prol da saúde é usando-as na dieta, e a lista que se segue refere as suas aplicações culinárias e as suas alegadas propriedades terapêuticas. De um modo geral, as ervas têm pouco valor nutricional devido às reduzidas quantidades consumidas.
Manjericão. Tem um papel importante na cozinha italiana e é utilizado em pratos à base de tomate. Tranquilizante natural, é considerado um tónico e um calmante do sistema nervoso. Pode facilitar a digestão e aliviar cólicas. O chá de manjericão pode atenuar náuseas.
Louro. Ingrediente essencial do chamado «ramo de cheiros», usado em sopas, estufados e guisados, é utilizado para estimular e facilitar a digestão.
Borragem. Como tisana, usa-se contra o reumatismo e infecções respiratórias. As folhas podem ser usadas em saladas.
Cerefólio. Esta planta tem um aroma semelhante ao da salsa com um toque de anis. As aplicações medicinais incluem a estimulação da digestão.
Cebolinho. Estes pequenos membros da família das cebolas dão sabor às batatas, aos pratos à base de ovos, sopas e guisados. Os cebolinhos podem estimular o apetite e facilitar a digestão durante a convalescença.
Coentro. As suas folhas são muito usadas, em especial na cozinha alentejana. A fitoterapia recomenda o consumo de pequenos ramos de coentros frescos como tónico para o estômago e o coração. Tanto as sementes como as folhas são usadas para fortalecer o aparelho urinário e tratar infecções urinárias.
Manjericão. Tem um papel importante na cozinha italiana e é utilizado em pratos à base de tomate. Tranquilizante natural, é considerado um tónico e um calmante do sistema nervoso. Pode facilitar a digestão e aliviar cólicas. O chá de manjericão pode atenuar náuseas.
Louro. Ingrediente essencial do chamado «ramo de cheiros», usado em sopas, estufados e guisados, é utilizado para estimular e facilitar a digestão.
Borragem. Como tisana, usa-se contra o reumatismo e infecções respiratórias. As folhas podem ser usadas em saladas.
Cerefólio. Esta planta tem um aroma semelhante ao da salsa com um toque de anis. As aplicações medicinais incluem a estimulação da digestão.
Cebolinho. Estes pequenos membros da família das cebolas dão sabor às batatas, aos pratos à base de ovos, sopas e guisados. Os cebolinhos podem estimular o apetite e facilitar a digestão durante a convalescença.
Coentro. As suas folhas são muito usadas, em especial na cozinha alentejana. A fitoterapia recomenda o consumo de pequenos ramos de coentros frescos como tónico para o estômago e o coração. Tanto as sementes como as folhas são usadas para fortalecer o aparelho urinário e tratar infecções urinárias.
Etiquetas:
PLANTAS MEDICINAIS
04/02/10
FOTOSSÍNTESE
Across
1 A plant pigment that absorbs sunlight. (11)
4 The links between the energy that carnivores get from eating to the energy captured by photosynthesis. (4,5)
7 Chlorophyll absorbs every color of sunlight except this. (5)
8 A compound needed for photosynthesis. (6,7)
10 The product of photosynthesis. (5)
Down
2 The process by which plants and some bacteria use the energy from sunlight to produce sugar. (14)
3 Part of the plant where photosynthesis generally occurs. (6)
5 A compound needed for photosynthesis. (5)
6 An animal that eats plants. (9)
9 A by-product of photosynthesis. (6)
10 Number of molecules of oxygen produced along with one molecule of sugar. (3)
Etiquetas:
FOTOSSÍNTESE
31/01/10
Aloysia triphylla (L'Hérit.) Britt. - Lúcia Lima
USOS MEDICINAIS: Má Disposição, Nervos, Dores Menstruais, Estômago, Colesterol,
Constipações, Diarreia, Estimular o Apetite, Acalmar, para Dormir, Facilitar a Digestão,
Angústias, Dor de Barriga.
Constipações, Diarreia, Estimular o Apetite, Acalmar, para Dormir, Facilitar a Digestão,
Angústias, Dor de Barriga.
Etiquetas:
PLANTAS MEDICINAIS
Adiantum capillus-veneris L. - Avenca
USOS MEDICINAIS: Estômago, Intestinos, Fígado, Inflamações, Úlceras e Vesícula,
Febre, Próstata, Má Disposição.
Febre, Próstata, Má Disposição.
Etiquetas:
PLANTAS MEDICINAIS
Allium cepa L. - Cebola
USOS MEDICINAIS:Furúnculos, Feridas Infectadas, Infecções nos Dedos; Gripe, Constipações, Catarral, Tosse, Rouquidão;desinflamar por dentro;Tosse;Furúnculos (Fogagem da Pele).
Etiquetas:
PLANTAS MEDICINAIS
Allium sativum L. - Alho
USOS MEDICINAIS: Picadas de Bichos; Dor de Joelhos;Reumatismo;
Dores de Ouvidos;Inflamações; Anginas.
Dores de Ouvidos;Inflamações; Anginas.
Etiquetas:
PLANTAS MEDICINAIS
16/01/10
Usos Populares de Plantas Medicinais
A utilização popular de plantas medicinais baseia-se num saber milenar, transmitido ao longo das gerações, e que muitas vezes constituía o único recurso em termos de cuidados médicos, curativos ou preventivos. O saber tradicional e os conhecimentos botânicos das populações constituem fontes inesgotáveis de informação, na maioria das vezes ainda não documentada, e que poderá perder-se devido à renovação de gerações.
A etnobotânica permite avaliar, numa visão pluridisciplinar, a relação entre o Homem e as plantas, contribuindo quer para a continuação da herança cultural dos povos, quer para a descoberta de novos compostos ou diferentes utilizações dos produtos derivados de plantas (Agelet e Vallès, 2003). As propriedades terapêuticas mais referenciadas são os efeitos diurético, antiasténico e como vulnerário.
https://bdigital.ufp.pt/dspace/bitstream/10284/942/3/226-235.pdf
A etnobotânica permite avaliar, numa visão pluridisciplinar, a relação entre o Homem e as plantas, contribuindo quer para a continuação da herança cultural dos povos, quer para a descoberta de novos compostos ou diferentes utilizações dos produtos derivados de plantas (Agelet e Vallès, 2003). As propriedades terapêuticas mais referenciadas são os efeitos diurético, antiasténico e como vulnerário.
https://bdigital.ufp.pt/dspace/bitstream/10284/942/3/226-235.pdf
Etiquetas:
PLANTAS MEDICINAIS
13/01/10
L'Europe des découvertes

De Arquimedes a Einstein, a Europa é o berço das grandes descobertas científicas. A Europa das descobertas propõe aos alunos dos 8 aos 14 anos a participação na criação duma biblioteca das grandes descobertas científicas europeias e de reconstituir assim a história dos fundamentos da ciência moderna. Apoiando-se em numerosos documentos postos à disposição neste sítio, os alunos são convidados a reproduzir nas turmas uma das 12 descobertas propostas e a trocar os seus resultados com as outras turmas. Os relatórios das pesquisas documentais e das experiências realizadas serão publicados em linha sob a forma de um caderno de experiências multimedia individual e/ou colectivo.
http://www.lamap.fr/europe
11/01/10
A evolução do conhecimento das plantas
O homem teve sempre de tirar partido dos recursos naturais para a sua sobrevivência e bem-estar na Terra.
As plantas proporcionaram os mais diversos produtos indispensáveis à vida do homem em todas as épocas. Foram e são a origem de alimentos, óleos, madeiras, resinas, fibras, corantes, drogas, combustíveis, etc.
Neste enumerar de utilidades destacamos as que revelaram, e continuam a revelar, aptidão para minorar as doenças, pois apresentam propriedades curativas. São as plantas medicinais.
O seu uso baseia-se nas práticas da medicina tradicional, variando de país para país, região para região, influenciado ao longo do tempo por diversos factores, como a cultura, história, atitudes pessoais e filosóficas.
Nos nossos dias a procura de plantas com aquelas características mantém-se em todas as partes do mundo, quer em países em desenvolvimento, quer em países desenvolvidos.
A Organização Mundial de Saúde estima que, nos nossos dias, 80% da população mundial depende, ou confia, nas plantas medicinais. Assim, esta organização estimula programas de utilização, que correspondam a práticas seguras.
As populações dos países em desenvolvimento usam-nas, maioritariamente, por tradição, confiança, desconhecimento e falta de poder económico para usufruir da
medicina, dita ocidental.
Nos países desenvolvidos, onde o uso de medicamentos obtidos por síntese química das substâncias activas é hoje prática corrente, as plantas medicinais são utilizadas como medicina complementar, (por exemplo, no tratamento das doenças crónicas, devido aos efeitos adversos daqueles) e na pesquisa de substâncias activas.
As plantas continuam a ser usadas em farmacologia, estando na base de muitos
medicamentos actuais. Podem, ainda, ser de grande interesse noutras utilizações, como
por exemplo, indicadores de diagnóstico ou bioquímico.
Portugal, pela sua localização geográfica, não só acompanhou a evolução do uso da medicina tradicional no mundo ocidental, como contribuiu decisivamente para o seu
desenvolvimento, mercê do conhecimento e estudo do meio tropical trazido dos descobrimentos.
Recuando no tempo, poderemos dizer que se encontra memória documentada sobre plantas medicinais e suas utilizações nos escritos das civilizações do Antigo Testamento.
No entanto, só na Antiguidade Clássica foram adquiridas as bases científiconaturais
da medicina ocidental.
Na Civilização Grega destaca-se Hipócrates (460-370 a.C.), o médico mais ilustre desta época denominado “pai da medicina”. Nas suas receitas entravam 250 a 263 plantas, das quais se referem a pimenta (Piper nigrum L.) e cardamomo [Elettaria
cardamomum (L.) Maton] como exemplo de plantas tropicais já usadas.
A Civilização Romana adoptou a medicina grega, na qual foram incluindo novas drogas de origem vegetal provenientes das regiões que iam integrando o seu império. Neste período salientam-se dois médicos, Dioscórides (40-90 d.C.) e Galeno (131-200 d.C.).
Dioscórides foi autor da primeira descrição sistemática de 580 plantas, suas
4600 utilizações e formas de actuação em De Matéria Medica (± 65 d.C.). Os conhecimentos nele contidos foram de importância decisiva para a medicina europeia até aos séculos XVII-XVIII. Nesta obra as plantas estão ordenadas de uma forma
utilitária. Facto interessante também é a menção sobre a maneira como se devem efectuar as colheitas e conservar as drogas, sendo referido que se deverá mencionar
sempre a sua proveniência. Este livro teve grande importância na terapêutica, tendo sido copiado muitas vezes e traduzido para latim, siríaco e arábico. Nestas cópias e traduções foram cometidas muitas imperfeições e erros.
Galeno foi um seguidor de Hipócrates e Dioscórides. Na sua obra Sobre o Método Terapêutico admitiu que os remédios não actuavam isoladamente e necessitavam de indicação para administração correcta. Usou medicamentos compostos e criou misturas que ficaram conhecidas como “misturas galénicas”, que foram usadas durante vários séculos.
A Idade Média inicia-se em 476 d.C. com a Queda do Império Romano do Ocidente.
A desestruturação do Império Romano conduziu à perda do conhecimento em
simultâneo do grego e latim para os mais eruditos, ficando apenas a língua latina como elo de união entre os povos. Este facto levou a Europa ocidental à perda do acesso aos tratados da antiguidade clássica, escritos em grego, restando apenas versões truncadas, por vezes cheias de erros, traduzidas para latim.
A sociedade tornou-se estática, sendo o tema religioso o centro de reflexão. A vida cultural concentrou-se nos mosteiros. Nestas comunidades, os monges copiavam textos e faziam compilações, muitas vezes deturpadas, da informação existente, introduzindo-se, como novidade, ilustrações nos manuscritos, todos escritos em latim.
Entretanto, havia continuidade no Império Romano do Oriente, constituído por diversos povos, onde se salientavam os gregos, persas, egípcios e outros, que continuaram a ter acesso às fontes de conhecimento originais. Foi, pois, naturalmente, que a cultura clássica passou de Bizâncio ao mundo muçulmano (Alexandria).
Na Civilização Árabe, desenvolveu-se um notável movimento científico no qual as obras gregas foram traduzidas e anotadas.
O médico árabe que veio a ter maior influência foi Avicena (980-1037). O seu Cânon de Medicina é uma compilação anotada dos livros de Galeno, que eram sem sistematização e muito confusos.
A obra de Avicena é metódica e coerente e foi seguida pelas medicinas bizantina, árabe, judaica e ocidental. Foi traduzida para latim no século XII e estudada
nas universidades europeias até ao século XVII.
A Expansão Árabe até à península ibérica, no século VIII, introduziu na Europa ocidental conhecimentos médicos, comerciantes de drogas, especieiros (preparadores de
medicamentos), boticários (comerciantes com as suas lojas, as boticas) e físicos (»médicos).
Logicamente percebemos que os mentores da medicina europeia medieval foram Hipócrates, Dioscórides, Galeno e Avicena, em textos recopiados, anotados e onde os
fármacos se encontravam dispostos por ordem alfabética e com a especificação das suas
propriedades e usos. Contavam-se mais de 4000 remédios, simples ou compostos, entre
os quais predominavam partes de plantas. Eram referidas especiarias e drogas orientais
para vários fins medicinais, como o anacardo (Semecarpus anacardium L. f.), a canela (Cinnamomum verum J. Presl.), a cânfora [Cinnamomum camphora (L.) J. Presl.], o
cravo [Syzygium aromaticum (L.) Merr. & Perr.], as cubebas (Piper cubeba L. f.), a
galanga [Alpinia galanga (L.) Sw.], o gengibre (Zingiber officinale Roscoe), a noz
moscada (Myristica fragrans Houtt.), a pimenta (Piper nigrum L.), o ruibarbo (Rheum
officinale Baill.), o sândalo (Santalum album L.), o tamarindo (Tamarindus indica L.) e a zedoária [Curcuma zedoaria (Christm.) Roscoe].
O Renascimento desenvolveu-se na Europa, a partir do século XIV, tendo
grandes reflexos nas ciências.
Verificando-se que os livros existentes estavam muito alterados pelas sucessivas
cópias uns dos outros registou-se um movimento de aproximação aos valores e fontes
da Antiguidade Clássica. Efectuaram-se novas traduções e edições dos livros clássicos, a partir directamente dos originais. A invenção da imprensa por Gutenberg, ± 1436, contribuiu para a sua rápida difusão e divulgação.
A obra de Dioscórides foi impressa em 1478 e teve várias edições no séc. XVI,
em latim e em grego, algumas comentadas e com adições.
Nesta época distinguiu-se o português João Rodrigues de Castelo Branco, de nome latino Amatus Lusitanicus (1511-1568), que cursou medicina em Salamanca.
Publicou em Veneza uma tradução comentada da obra de Dioscórides, In Dioscoridis
Anazarbei de materia medica libros e narrationes eruditissimae (1553), que o celebrizou.
As obras de Galeno, em latim e grego, foram objecto de várias edições a partir de 1520.
Como já se referiu, os descobrimentos marítimos de Portugal, ocorridos nos
séculos XV-XVI, permitiram esclarecer conceitos sobre plantas medicinais orientais,
relações entre drogas orientais e as plantas que as produziam e reconhecer que as novas terras eram detentoras de grande número de plantas até então desconhecidas dos
europeus.
"O saber português dos trópicos na evolução do conhecimento das plantas
medicinais" de Maria Cândida Liberato
Instituto de Investigação Científica Tropical
6 de Maio de 2008
As plantas proporcionaram os mais diversos produtos indispensáveis à vida do homem em todas as épocas. Foram e são a origem de alimentos, óleos, madeiras, resinas, fibras, corantes, drogas, combustíveis, etc.
Neste enumerar de utilidades destacamos as que revelaram, e continuam a revelar, aptidão para minorar as doenças, pois apresentam propriedades curativas. São as plantas medicinais.
O seu uso baseia-se nas práticas da medicina tradicional, variando de país para país, região para região, influenciado ao longo do tempo por diversos factores, como a cultura, história, atitudes pessoais e filosóficas.
Nos nossos dias a procura de plantas com aquelas características mantém-se em todas as partes do mundo, quer em países em desenvolvimento, quer em países desenvolvidos.
A Organização Mundial de Saúde estima que, nos nossos dias, 80% da população mundial depende, ou confia, nas plantas medicinais. Assim, esta organização estimula programas de utilização, que correspondam a práticas seguras.
As populações dos países em desenvolvimento usam-nas, maioritariamente, por tradição, confiança, desconhecimento e falta de poder económico para usufruir da
medicina, dita ocidental.
Nos países desenvolvidos, onde o uso de medicamentos obtidos por síntese química das substâncias activas é hoje prática corrente, as plantas medicinais são utilizadas como medicina complementar, (por exemplo, no tratamento das doenças crónicas, devido aos efeitos adversos daqueles) e na pesquisa de substâncias activas.
As plantas continuam a ser usadas em farmacologia, estando na base de muitos
medicamentos actuais. Podem, ainda, ser de grande interesse noutras utilizações, como
por exemplo, indicadores de diagnóstico ou bioquímico.
Portugal, pela sua localização geográfica, não só acompanhou a evolução do uso da medicina tradicional no mundo ocidental, como contribuiu decisivamente para o seu
desenvolvimento, mercê do conhecimento e estudo do meio tropical trazido dos descobrimentos.
Recuando no tempo, poderemos dizer que se encontra memória documentada sobre plantas medicinais e suas utilizações nos escritos das civilizações do Antigo Testamento.
No entanto, só na Antiguidade Clássica foram adquiridas as bases científiconaturais
da medicina ocidental.
Na Civilização Grega destaca-se Hipócrates (460-370 a.C.), o médico mais ilustre desta época denominado “pai da medicina”. Nas suas receitas entravam 250 a 263 plantas, das quais se referem a pimenta (Piper nigrum L.) e cardamomo [Elettaria
cardamomum (L.) Maton] como exemplo de plantas tropicais já usadas.
A Civilização Romana adoptou a medicina grega, na qual foram incluindo novas drogas de origem vegetal provenientes das regiões que iam integrando o seu império. Neste período salientam-se dois médicos, Dioscórides (40-90 d.C.) e Galeno (131-200 d.C.).
Dioscórides foi autor da primeira descrição sistemática de 580 plantas, suas
4600 utilizações e formas de actuação em De Matéria Medica (± 65 d.C.). Os conhecimentos nele contidos foram de importância decisiva para a medicina europeia até aos séculos XVII-XVIII. Nesta obra as plantas estão ordenadas de uma forma
utilitária. Facto interessante também é a menção sobre a maneira como se devem efectuar as colheitas e conservar as drogas, sendo referido que se deverá mencionar
sempre a sua proveniência. Este livro teve grande importância na terapêutica, tendo sido copiado muitas vezes e traduzido para latim, siríaco e arábico. Nestas cópias e traduções foram cometidas muitas imperfeições e erros.
Galeno foi um seguidor de Hipócrates e Dioscórides. Na sua obra Sobre o Método Terapêutico admitiu que os remédios não actuavam isoladamente e necessitavam de indicação para administração correcta. Usou medicamentos compostos e criou misturas que ficaram conhecidas como “misturas galénicas”, que foram usadas durante vários séculos.
A Idade Média inicia-se em 476 d.C. com a Queda do Império Romano do Ocidente.
A desestruturação do Império Romano conduziu à perda do conhecimento em
simultâneo do grego e latim para os mais eruditos, ficando apenas a língua latina como elo de união entre os povos. Este facto levou a Europa ocidental à perda do acesso aos tratados da antiguidade clássica, escritos em grego, restando apenas versões truncadas, por vezes cheias de erros, traduzidas para latim.
A sociedade tornou-se estática, sendo o tema religioso o centro de reflexão. A vida cultural concentrou-se nos mosteiros. Nestas comunidades, os monges copiavam textos e faziam compilações, muitas vezes deturpadas, da informação existente, introduzindo-se, como novidade, ilustrações nos manuscritos, todos escritos em latim.
Entretanto, havia continuidade no Império Romano do Oriente, constituído por diversos povos, onde se salientavam os gregos, persas, egípcios e outros, que continuaram a ter acesso às fontes de conhecimento originais. Foi, pois, naturalmente, que a cultura clássica passou de Bizâncio ao mundo muçulmano (Alexandria).
Na Civilização Árabe, desenvolveu-se um notável movimento científico no qual as obras gregas foram traduzidas e anotadas.
O médico árabe que veio a ter maior influência foi Avicena (980-1037). O seu Cânon de Medicina é uma compilação anotada dos livros de Galeno, que eram sem sistematização e muito confusos.
A obra de Avicena é metódica e coerente e foi seguida pelas medicinas bizantina, árabe, judaica e ocidental. Foi traduzida para latim no século XII e estudada
nas universidades europeias até ao século XVII.
A Expansão Árabe até à península ibérica, no século VIII, introduziu na Europa ocidental conhecimentos médicos, comerciantes de drogas, especieiros (preparadores de
medicamentos), boticários (comerciantes com as suas lojas, as boticas) e físicos (»médicos).
Logicamente percebemos que os mentores da medicina europeia medieval foram Hipócrates, Dioscórides, Galeno e Avicena, em textos recopiados, anotados e onde os
fármacos se encontravam dispostos por ordem alfabética e com a especificação das suas
propriedades e usos. Contavam-se mais de 4000 remédios, simples ou compostos, entre
os quais predominavam partes de plantas. Eram referidas especiarias e drogas orientais
para vários fins medicinais, como o anacardo (Semecarpus anacardium L. f.), a canela (Cinnamomum verum J. Presl.), a cânfora [Cinnamomum camphora (L.) J. Presl.], o
cravo [Syzygium aromaticum (L.) Merr. & Perr.], as cubebas (Piper cubeba L. f.), a
galanga [Alpinia galanga (L.) Sw.], o gengibre (Zingiber officinale Roscoe), a noz
moscada (Myristica fragrans Houtt.), a pimenta (Piper nigrum L.), o ruibarbo (Rheum
officinale Baill.), o sândalo (Santalum album L.), o tamarindo (Tamarindus indica L.) e a zedoária [Curcuma zedoaria (Christm.) Roscoe].
O Renascimento desenvolveu-se na Europa, a partir do século XIV, tendo
grandes reflexos nas ciências.
Verificando-se que os livros existentes estavam muito alterados pelas sucessivas
cópias uns dos outros registou-se um movimento de aproximação aos valores e fontes
da Antiguidade Clássica. Efectuaram-se novas traduções e edições dos livros clássicos, a partir directamente dos originais. A invenção da imprensa por Gutenberg, ± 1436, contribuiu para a sua rápida difusão e divulgação.
A obra de Dioscórides foi impressa em 1478 e teve várias edições no séc. XVI,
em latim e em grego, algumas comentadas e com adições.
Nesta época distinguiu-se o português João Rodrigues de Castelo Branco, de nome latino Amatus Lusitanicus (1511-1568), que cursou medicina em Salamanca.
Publicou em Veneza uma tradução comentada da obra de Dioscórides, In Dioscoridis
Anazarbei de materia medica libros e narrationes eruditissimae (1553), que o celebrizou.
As obras de Galeno, em latim e grego, foram objecto de várias edições a partir de 1520.
Como já se referiu, os descobrimentos marítimos de Portugal, ocorridos nos
séculos XV-XVI, permitiram esclarecer conceitos sobre plantas medicinais orientais,
relações entre drogas orientais e as plantas que as produziam e reconhecer que as novas terras eram detentoras de grande número de plantas até então desconhecidas dos
europeus.
"O saber português dos trópicos na evolução do conhecimento das plantas
medicinais" de Maria Cândida Liberato
Instituto de Investigação Científica Tropical
6 de Maio de 2008
Etiquetas:
PLANTAS MEDICINAIS
Plantas e Descobrimentos
Descoberto o Brasil, inicia-se também nos vastos territórios sul-americanos uma primeira tentativa de inventário e descrição das plantas medicinais da região, em relação às quais, porém, não foi publicada qualquer obra em especial.
Sobre estudos de tal natureza no século XVII pouco haverá a dizer, para além do notável trabalho do médico alemão Gabriel Grisley intitulado “Desingano para a Medicina ou Botica para todo o pai de família” (de 1656), onde o autor refere a flora médica portuguesa; além de um outro, “Viridarium Grisley Lusitanicum…” (de 1661), que constitui a primeira lista das plantas de Portugal.
Tendo-se estabelecido no nosso país ao tempo do rei D. João IV, Grisley foi pelo monarca encarregado de organizar um horto botânico em Xabregas.
À mesma época pertence o boticário francês João Vigier, também radicado no nosso país, e autor da “História das Plantas da Europa…”, de 1718.
São vários os nomes daqueles que, no século XVIII, se dedicaram à botânica e deixaram obra com interesse para o estudo das plantas medicinais de África e do Brasil, embora englobadas em trabalhos menos especializados. De destacar em relação ao Oriente o jesuíta João de Loureiro, que em 1735 seguiu como missionário para a China, onde a necessidade de utilizar essas plantas no combate às doenças lhe despertou o interesse pelo seu estudo, de que resultou a célebre “Flora Cochinchinensis”, publicada em 1790 em Lisboa, e onde são referidas plantas da Cochinchina, China e África, obra reeditada em Berlim em 1793.
“Guia Prático das Plantas Aromáticas”, de Lesley Bremness, da editora Civilização; e de “Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais”, das Selecções do Reader’s Digest.
Sobre estudos de tal natureza no século XVII pouco haverá a dizer, para além do notável trabalho do médico alemão Gabriel Grisley intitulado “Desingano para a Medicina ou Botica para todo o pai de família” (de 1656), onde o autor refere a flora médica portuguesa; além de um outro, “Viridarium Grisley Lusitanicum…” (de 1661), que constitui a primeira lista das plantas de Portugal.
Tendo-se estabelecido no nosso país ao tempo do rei D. João IV, Grisley foi pelo monarca encarregado de organizar um horto botânico em Xabregas.
À mesma época pertence o boticário francês João Vigier, também radicado no nosso país, e autor da “História das Plantas da Europa…”, de 1718.
São vários os nomes daqueles que, no século XVIII, se dedicaram à botânica e deixaram obra com interesse para o estudo das plantas medicinais de África e do Brasil, embora englobadas em trabalhos menos especializados. De destacar em relação ao Oriente o jesuíta João de Loureiro, que em 1735 seguiu como missionário para a China, onde a necessidade de utilizar essas plantas no combate às doenças lhe despertou o interesse pelo seu estudo, de que resultou a célebre “Flora Cochinchinensis”, publicada em 1790 em Lisboa, e onde são referidas plantas da Cochinchina, China e África, obra reeditada em Berlim em 1793.
“Guia Prático das Plantas Aromáticas”, de Lesley Bremness, da editora Civilização; e de “Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais”, das Selecções do Reader’s Digest.
Etiquetas:
PLANTAS MEDICINAIS
Descobrimentos vs Plantas Medicinais
A época dos Descobrimentos foi prolífica de descobertas revolucionárias nos domínios da Botânica, da Toxicologia e da Patologia, englobando esta última grande número de
enfermidades exóticas, estudadas actualmente pela Medicina Tropical.
João de Barros, no «Roteiro da Viagem de Vasco da Gama à Índia (1497-1499,editado em 1552, descreve-nos o escorbuto que, em mares tropicais, flagelou impiedosamente os marinheiros portugueses. Ao mesmo tempo, Barros aponta também a cura e as melhoras dos que ingeriram laranjas frescas em Mombaça. Todavia, o autor do Roteiro não parece ter ainda uma noção consciente sobre a acção curativa dos citrinos.
Referência
Frada, J.J.C. — História, Medecina e Descobrimentos Portugueses.
Revista ICALP, vol. 18, Dezembro de 1989, 63-73
enfermidades exóticas, estudadas actualmente pela Medicina Tropical.
João de Barros, no «Roteiro da Viagem de Vasco da Gama à Índia (1497-1499,editado em 1552, descreve-nos o escorbuto que, em mares tropicais, flagelou impiedosamente os marinheiros portugueses. Ao mesmo tempo, Barros aponta também a cura e as melhoras dos que ingeriram laranjas frescas em Mombaça. Todavia, o autor do Roteiro não parece ter ainda uma noção consciente sobre a acção curativa dos citrinos.
Referência
Frada, J.J.C. — História, Medecina e Descobrimentos Portugueses.
Revista ICALP, vol. 18, Dezembro de 1989, 63-73
Etiquetas:
PLANTAS MEDICINAIS
As plantas medicinais portuguesas no tempo dos Descobrimentos
O TABACO
O tabaco é uma planta do género nicotiana da qual existem mais de 50 espécies diferentes. De entre estas há a Nicotina tabacum, a que suscita maior interesse, sendo que o seu cultivo é originário do chamado Mundo Novo. O tabaco é uma planta da família das solanáceas e existem algumas espécies de tabaco que são apenas ornamentais. O vegetal recebeu o nome de Nicotiana Tabacum em homenagem a Jean Nicot, embaixador francês em Portugal, por volta de 1580. Nicot acreditava que a planta tinha poderes medicinais e estimulou seu cultivo.
Nicotiana Tabacum é uma planta de mais de 2 metros de altura, as suas folhas chegam a medir 70 centímetros e podem ser amareladas, vermelhas ou brancas. No século XVI era igualmente conhecida por erva-santa, em virtude das qualidades medicinais que então lhe atribuíam. Já os índios a supunham remédio eficaz para a cura de todas as doenças, pela embriaguez que o hábito tornava agradável e até para ser utilizado como insecticida. Os europeus consideravam o tabaco uma verdadeira panaceia: remédio infalível para as enxaquecas, pneumonia, chagas, gota, raiva e servindo até como narcótico, aperitivo, etc.
O tabaco era conhecido e utilizado em amplas zonas do continente americano antes da chegada dos portugueses e espanhóis. Os Azetecas consideravam o sumo do tabaco como antídoto insuperável contra o veneno das cobras, os Maias atribuíam-lhe poderes milagrosos e por isso ofereciam a seus deuses o primeiro tabaco colhido.
O seu uso surgiu aproximadamente no ano de 1.000 a.C., nas sociedades indígenas da América Central, em rituais mágicos e religiosos,,,, com objectivo de purificar, contemplar, proteger e fortalecer os ímpetos guerreiros, além de acreditar que a mesma tinha o poder de predizer o futuro.
Fonte - Dicionário Histórico, Coro gráfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico, Volume VII, págs. 5 e 6.
O tabaco é uma planta do género nicotiana da qual existem mais de 50 espécies diferentes. De entre estas há a Nicotina tabacum, a que suscita maior interesse, sendo que o seu cultivo é originário do chamado Mundo Novo. O tabaco é uma planta da família das solanáceas e existem algumas espécies de tabaco que são apenas ornamentais. O vegetal recebeu o nome de Nicotiana Tabacum em homenagem a Jean Nicot, embaixador francês em Portugal, por volta de 1580. Nicot acreditava que a planta tinha poderes medicinais e estimulou seu cultivo.
Nicotiana Tabacum é uma planta de mais de 2 metros de altura, as suas folhas chegam a medir 70 centímetros e podem ser amareladas, vermelhas ou brancas. No século XVI era igualmente conhecida por erva-santa, em virtude das qualidades medicinais que então lhe atribuíam. Já os índios a supunham remédio eficaz para a cura de todas as doenças, pela embriaguez que o hábito tornava agradável e até para ser utilizado como insecticida. Os europeus consideravam o tabaco uma verdadeira panaceia: remédio infalível para as enxaquecas, pneumonia, chagas, gota, raiva e servindo até como narcótico, aperitivo, etc.
O tabaco era conhecido e utilizado em amplas zonas do continente americano antes da chegada dos portugueses e espanhóis. Os Azetecas consideravam o sumo do tabaco como antídoto insuperável contra o veneno das cobras, os Maias atribuíam-lhe poderes milagrosos e por isso ofereciam a seus deuses o primeiro tabaco colhido.
O seu uso surgiu aproximadamente no ano de 1.000 a.C., nas sociedades indígenas da América Central, em rituais mágicos e religiosos,,,, com objectivo de purificar, contemplar, proteger e fortalecer os ímpetos guerreiros, além de acreditar que a mesma tinha o poder de predizer o futuro.
Fonte - Dicionário Histórico, Coro gráfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico, Volume VII, págs. 5 e 6.
Etiquetas:
PLANTAS MEDICINAIS
Subscrever:
Comentários (Atom)



