Descoberto o Brasil, inicia-se também nos vastos territórios sul-americanos uma primeira tentativa de inventário e descrição das plantas medicinais da região, em relação às quais, porém, não foi publicada qualquer obra em especial.
Sobre estudos de tal natureza no século XVII pouco haverá a dizer, para além do notável trabalho do médico alemão Gabriel Grisley intitulado “Desingano para a Medicina ou Botica para todo o pai de família” (de 1656), onde o autor refere a flora médica portuguesa; além de um outro, “Viridarium Grisley Lusitanicum…” (de 1661), que constitui a primeira lista das plantas de Portugal.
Tendo-se estabelecido no nosso país ao tempo do rei D. João IV, Grisley foi pelo monarca encarregado de organizar um horto botânico em Xabregas.
À mesma época pertence o boticário francês João Vigier, também radicado no nosso país, e autor da “História das Plantas da Europa…”, de 1718.
São vários os nomes daqueles que, no século XVIII, se dedicaram à botânica e deixaram obra com interesse para o estudo das plantas medicinais de África e do Brasil, embora englobadas em trabalhos menos especializados. De destacar em relação ao Oriente o jesuíta João de Loureiro, que em 1735 seguiu como missionário para a China, onde a necessidade de utilizar essas plantas no combate às doenças lhe despertou o interesse pelo seu estudo, de que resultou a célebre “Flora Cochinchinensis”, publicada em 1790 em Lisboa, e onde são referidas plantas da Cochinchina, China e África, obra reeditada em Berlim em 1793.
“Guia Prático das Plantas Aromáticas”, de Lesley Bremness, da editora Civilização; e de “Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais”, das Selecções do Reader’s Digest.
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