11/01/10

As plantas medicinais portuguesas no tempo dos Descobrimentos

O TABACO

O tabaco é uma planta do género nicotiana da qual existem mais de 50 espécies diferentes. De entre estas há a Nicotina tabacum, a que suscita maior interesse, sendo que o seu cultivo é originário do chamado Mundo Novo. O tabaco é uma planta da família das solanáceas e existem algumas espécies de tabaco que são apenas ornamentais. O vegetal recebeu o nome de Nicotiana Tabacum em homenagem a Jean Nicot, embaixador francês em Portugal, por volta de 1580. Nicot acreditava que a planta tinha poderes medicinais e estimulou seu cultivo.

Nicotiana Tabacum é uma planta de mais de 2 metros de altura, as suas folhas chegam a medir 70 centímetros e podem ser amareladas, vermelhas ou brancas. No século XVI era igualmente conhecida por erva-santa, em virtude das qualidades medicinais que então lhe atribuíam. Já os índios a supunham remédio eficaz para a cura de todas as doenças, pela embriaguez que o hábito tornava agradável e até para ser utilizado como insecticida. Os europeus consideravam o tabaco uma verdadeira panaceia: remédio infalível para as enxaquecas, pneumonia, chagas, gota, raiva e servindo até como narcótico, aperitivo, etc.

O tabaco era conhecido e utilizado em amplas zonas do continente americano antes da chegada dos portugueses e espanhóis. Os Azetecas consideravam o sumo do tabaco como antídoto insuperável contra o veneno das cobras, os Maias atribuíam-lhe poderes milagrosos e por isso ofereciam a seus deuses o primeiro tabaco colhido.

O seu uso surgiu aproximadamente no ano de 1.000 a.C., nas sociedades indígenas da América Central, em rituais mágicos e religiosos,,,, com objectivo de purificar, contemplar, proteger e fortalecer os ímpetos guerreiros, além de acreditar que a mesma tinha o poder de predizer o futuro.



Fonte - Dicionário Histórico, Coro gráfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico, Volume VII, págs. 5 e 6.

Sem comentários:

Enviar um comentário